quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

MELHOR ESPETÁCULO CAPIXABA DE 2009


Foram revelados ontem os ganhadores do Prêmio Omelete Marginal 2009, e o espetáculo "Boulevard, 83" levou a Frigideira de Ouro na categoria de melhor espetáculo teatral.


Parabéns a todos que constribuíram para o sucesso do trabalho, elenco e equipe.


domingo, 1 de novembro de 2009

BOULEVARD,83 RECEBE 5 INDICAÇÕES AO PRÊMIO OMELETE MARGINAL 2009





Após o sucesso do espetáculo "Boulevard,83" no Festival Nacional de Teatro "Cidade de Vitória" no dia 18 de Outubro quando 650 pessoas lotaram o Teatro Universitario, e assistiram a peça e a entrega do Troféu pelo incrível João das Neves, ícone do Teatro Nacional.





O Prêmio Omelete Marginal em sua segunda edição revelou os indicados para escolher os melhores de 2009.





E o espetáculo Boulevard, 83 é líder em indicações, são cinco no total. Melhor espetáculo teatral, melhor diretor e ator para Leandro Bacellar (Zac Hemingway), melhor atriz para Nívia Carla (Joe Jocker) e Revelação de Teatro para Allan Toni (Willian Lee).



Os premiados receberão o troféu no dia 15 de dezembro de 2009 em Vitória, e vocês podem participar votando no site oficial do prêmio: http://www.omeletemarginal.com/.



Para quem ainda não assistiu, haverá a última oportunidade para conferir o trabalho a partir do dia 07 de novembro no Teatro Galpão até o dia 29. Sábados às 20h e Domingos às 19h. Informações pelos telefones 9806-0816, 9965-9965 e http://www.teatroemporio.com/ site oficial do Grupo Teatro Empório.

Segue o vídeo de trecho do espetáculo, apresentação do dia 11 de outubro de 2009 no Theatro Carlos Gomes Vitória -ES.


video

terça-feira, 4 de agosto de 2009

NEW PARIS CITY É UMA FESTA - Por Saulo Ribeiro.

O Dramaturgo Saulo Ribeiro escreveu uma crítica a respeito do espetáculo, segue na íntegra:




Assisti Boulevard 83, musical do Grupo Teatro Empório, num domingo de chuva fina e indecisa. Apesar disso o Teatro do Sesi estava lotado. Hoje, outro domingo, desta vez de chuva decidida e grossa, resolvi escrever a respeito.Antes de tudo um adentro: detesto musicais. Considerando o nome do espetáculo e a sinopse jamais veria. Mas tinha o dedo do Empório. Fui. Saí de lá com uma grande exceção ao primeiro dito: adorei.
Tudo começa quando um cabaré mergulhado em dívidas ameaça fechar. Sua trupe de artistas se mobiliza em um último show em que apostam todas as fichas para arrecadar dinheiro e salvar o lugar, capitaneados pelo malandro pós-decadentista Zac Hemingwai. O Boulevard 83, nome da casa, de acordo com o que nos diz a encenação, é o único lugar onde não há prostituição em todas os cabarés de New Paris City. Nisso, perdão, não me convenceram. Mas, por outra, faz parte do show, de uma época em que as primas disfarçavam sua meretrice nas artes. Hoje, pena, todas são todas eternas universitárias. Reside aí uma sutil ironia da encenação, mente-se tão bem que isto se torna um dos sustentáculos do espetáculo.

O musical
Neste ponto, o da ingenuidade dos personagens num mundo tão torpe e cheio de mafiosos e gangsteres, o musical se filia ao modelo leve e despretensioso de algumas produções da Broadway (não todas, frise-se), tendo como maior objetivo, pena que com recursos financeiros infinitamente menores, o entretenimento do público numa produção bem cuidada e de qualidade. Apesar da linha ser esta, o experimentalismo com outras estéticas tornam tênue a sua classificação apenas como um musical e enriquecem a encenação. Esta é, em suma, a proposta executada magistralmente pelo grupo.
Dandismos e decandentismo



A peça agrada em cheio nos diálogos estéticos que produz. O universo de prazeres dos personagens, o falar cotidiano vários graus acima do natural, e sua certeza de que os tempos estão perdidos e que só resta o cabaré, e depois dele nada mais fará sentido, tudo isso faz paralelo com certo decadentismo tardio, produto do final século XIX, de qual Paris, um dos cenários inspiradores da produção, foi a receptora e difusora para o mundo. No cenário e figurinos, um certo olhar sobre o dandismo, também tardio. A mentira como recurso permanente resultando na pureza dos mais desprezíveis homens noturnos. É justamente aí que o discurso antiprostituição desaba. As mulheres da peça, salvo quando cedem a pieguismos intrínsecos a certos tipos de musicais, são aquilo que o poeta Baudelaire defendeu quando disse que a mulher deve parecer mágica e sobrenatural, deve transformar-se em ídolo e colher de todas as artes os meios de elevar-se acima da natureza.

Forma e formato

A encenação é construída sobre um único espaço cênico, modificado de acordo com elementos de cena conduzidos pelos próprios atores ou sob cuidados de dois versáteis mordomos-garçons-coringas que produzem eficiente solução cênica e beleza. A iluminação é perfeita e traduz todo clima deslumbrante de Cabaré quando necessário, respeitando as nuances inerentes à decadência presente. Sobre a música tenho pouco a dizer, pois sou aquilo que chamam de “analfabeto musical”. Mas sinto harmonia e sintonia com a proposta de direção e concepção visual. A trilha executada ao vivo no piano de Elenísio Rodrigues nos transporta efetivamente para New Paris City, universo construído pelo Empório. Os atores dão conta do recado, recado dificílimo de se transmitir, aliás. Cantam, dançam e representam de verdade. De verdade mesmo. Daria para citar todos, mas destaco aqui Nívia Carla, no papel de Joe, a dona do cabaré.DramaturgiaO texto possui uma certa falha na resolução dos conflitos que ocorrem no segundo ato, fragilizando um pouco o esqueleto dramatúrgico, coisa que em nada prejudica a sua qualidade, pois os diálogos são inteligentíssimos e muito bem posicionados. Incomoda a grande quantidade de cacos, a peça não precisa deles. Porém, em casa cheia e platéia receptiva permitem-se certos pecados em nome do público.

Fini

À guisa de término do texto, afirmo que Boulevard 83 está entre os melhores trabalhos que estrearam no estado nos últimos anos. A coerência entre o proposto e o realizado resultam num trabalho sério e de muita qualidade, merecedor de longa temporada e grandes platéias. O elenco do Empório consolida-se como exemplo da maturidade e gênio de uma nova geração no teatro capixaba.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

BOULEVARD 83 TRAZ DE VOLTA O GLAMOUR DOS CABARÉS







O Grupo Empório de Teatro volta aos palcos capixabas com o novo espetáculo “Boulevard, 83”. Trata-se de um musical que faz a releitura plástica e estética de cabarés de várias épocas. A idéia da montagem surgiu com bases no glamour da década de 30 do século passado, mas movimenta-se por mais cinco décadas: de 1890 a 1940.





A trama se dá em torno da história de François Jocker e Joe Jocker, proprietários do endereço da casa de espetáculos mais antigas da Rua Boulevard, situada em New Paris City (um lugar híbrido entre Paris e Nova York).




Após a morte de François Jocker, que aparentemente era rico, é feita a leitura do testamento e os artistas que trabalhavam e moravam na casa descobrem que ele, na verdade, estava falido.
Com a casa hipotecada, todos passam a temer uma ordem de despejo. Para solucionar o problema, os artistas se unem e resolvem montar um show de reabertura do Boulevard e tentar conseguir oitenta e três mil "Francos Dolados" para quitar os títulos da hipoteca. Porém, ninguém contava que a maior cafetina da cidade, Divine Lemitré, em parceria com o maior gângster da Califórnia, Jam Montola, faria de tudo para conseguir ficar com a casa e transformá-la no maior bordel de New Paris City.







“Boulevard, 83” transita por diversas escolas teatrais, mas concentra-se principalmente no realismo fantástico e na comédia bufa, chegando a uma mistura excêntrica de gêneros.
A pesquisa musical ficou por conta de Elenísio Rodrigues que apropriou-se do erudito, jazz, blues e ragtime para compor 12 músicas em parceria com o diretor e ator Leandro Bacellar.
Com um figurino rico em rendas, plumas, meias arrastão, entre outros adereços, o elenco coloca todo o seu vigor em cena com marcações fortes e sensuais. A produção, que levou quase dois anos para ficar pronta, conta com uma equipe de aproximadamente 70 profissionais.
Ficha Técnica – Boulevard 83
Elenco: Allan Toni, Dayanne Lopes, Danielle Pansini, Diego Carneiro, Josimar Teixeira, Kalina Aguiar, Leandro Bacellar, Luana Eva, Luciene Camargo, Ludmila Porto, Mell Nascimento, Marcos Luppi, Nívia Carla, Stace Mayka e Werlesson Grassi.
Dramaturgia e Direção: Leandro Bacellar
Direção Musical: Elenísio Rodrigues
Músicas: Elenísio Rodrigues – Leandro Bacellar
Direção de Produção: Luana Eva
Direção de Arte: Kênia Lyra
Coreografias: Tadeu Schneider
Preparação de Canto: Patrick do Val
Iluminação: Thiago Salles – Overlan Marques
Cenografia: Leandro Bacellar
Figurino: Luana Eva
Produção Fotográfica: Jove Fagundes

Fotos de Cena: Luana Berreto e Luara Monteiro
Orientador Dança de Salão: Teresa Loofredo
Site: Franco Dalto.
Patrocínio: Lei Vila Velha Cultura e Arte – Hiper Export





GTE - GRUPO TEATRO EMPÓRIO


O GRUPO

O grupo Teatro Empório – GTE surgiu em 2003, quando estreou a peça "Quase Famosos", uma comédia sobre o desejo pela fama entre os jovens. Em 2006 estreou o espetáculo "O amor em muito mais que preto e branco" que rendeu o prêmio no VII Festival Nacional de Teatro de Guaçuí de Melhor Espetáculo - Júri Popular, neste mesmo ano.
O grupo pesquisa diversos elementos para a busca de uma linguagem própria e de uma estética ímpar. Essa peregrinação levou os integrantes a procurarem o circo, o realismo, surrealismo, expressionismo, artes plásticas, música entre outras referências para compor o novo trabalho: “Boulevard 83” que subirá aos palcos em 2009.


REPERTÓRIO


QUASE FAMOSOS



O espetáculo “Quase Famosos”, escrito e dirigido por Leandro Bacellar, estreou em 2003 com a missão de mostrar um trabalho bonito, atraente e inteligente, e levar o público jovem ao teatro. Contando a saga de jovens que procuram a fama de qualquer custo, essa comédia de situação possuía atributos de stand-up comedy e levava à platéia imitações e um time enlouquecedor. A idéia superou as expectativas, levando o espetáculo a vários teatros da Grande Vitória e do interior, um sucesso real de público no Estado do Espírito Santo.


O AMOR EM MUITO MAIS QUE PRETO E BRANCO



“O amor em muito mais que preto e branco” foi a possibilidade encontrada pelo grupo Teatro Empório para pesquisar o realismo como estética. Com base nos métodos tradicionais de interpretação, texto e direção de Leandro Bacellar, os atores Danielle Pansini, Luana Eva e Leonardo Freire em 5 movimentos representavam a história de Marco Aurélio, que se apaixona pelo melhor amigo Beto que passa a namorar Tamires que é a melhor amiga de Gisele que por sua vez namora Marco Aurélio. Este espetáculo conquistou o prêmio de MELHOR ESPETÁCULO JURI POPULAR NO VII FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE GUAÇUÍ-ES/2006.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

* Boulevard 83 *

Boulevard, 83, é o endereço da casa de espetáculos mais antiga da Rua Boulevard, situada em New Paris City (um lugar híbrido entre Paris e Nova York). Neste Cabaré, a falência vira uma realidade após a crise mundial em 1929. Os artistas se vêem diante de uma decisiva situação: abandonar o Boulevard em três dias e fechar a casa. Essa notícia gera inquietação destes cantores e dançarinos, que em conjunto, decidem montar um show que a cidade jamais assistira. Acreditam que é possível a estréia de um espetáculo completo em apenas três dias, usando toda a criatividade que os torna artistas. Eles só não contavam que um gangster perigoso, junto à cortesã mais famosa daquelas bandas pretendecomprar o cabaré a qualquer custo e transformá-lo no maior bordel de New Paris City para servir de esconderijo aos seus comparsas e álibi aos seus crimes.